domingo, 19 de setembro de 2010

Mensagem de Isabel Alçada

Novo artigo:

http://www.criticamentefalando.com/2010/09/artigo3296

domingo, 12 de setembro de 2010

Regresso ás aulas

Novo artigo:

http://www.criticamentefalando.com/2010/09/artigo3267

domingo, 5 de setembro de 2010

Criticamente Falando

Venho só dizer que recentemente me juntei ao blog Criticamente Falando (www.criticamentefalando.com) e que passarei a escrever a maior parte dos meus posts nesse blog.

Assim sendo, este espaço reserva-se para anúncio dos novos posts de minha autoria no Criticamente Falando e também para mais alguns textos que eventualmente não me deixarão submeter, provavelmente por ser parvoíce a mais.

Deixo então o link para a minha primeira entrada:

http://www.criticamentefalando.com/2010/09/artigo3186#more-3186

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

If...

If you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you;
If you can trust yourself when all men doubt you,
But make allowance for their doubting too:
If you can wait and not be tired by waiting,
Or, being lied about, don't deal in lies,
Or being hated don't give way to hating,
And yet don't look too good, nor talk too wise;

If you can dream---and not make dreams your master;
If you can think---and not make thoughts your aim,
If you can meet with Triumph and Disaster
And treat those two impostors just the same:.
If you can bear to hear the truth you've spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to, broken,
And stoop and build'em up with worn-out tools;

If you can make one heap of all your winnings
And risk it on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings,
And never breathe a word about your loss:
If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: "Hold on!"

If you can talk with crowds and keep your virtue,
Or walk with Kings---nor lose the common touch,
If neither foes nor loving friends can hurt you,
If all men count with you, but none too much:
If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds' worth of distance run,
Yours is the Earth and everything that's in it,
And---which is more---you'll be a Man, my son!


Rudyard Kipling


Isto devia ser lido por toda a gente.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Querem acabar com os chumbos pá

A nossa ministra da educação só tem ideias tristes.

Isabel Alçada, nossa ministra da educação resolveu que queria acabar com os chumbos. Tenho andado um bocado desactualizado, mas não reparei em nenhuma notícia precedente que indicasse alguma reforma um pouco mais profunda no sistema educativo (tirando a outra ideia triste de passarem alunos do 8º ano para o 10º, que nem sei se isso foi aprovado, mas penso que li nalgum sitio que foi).

Isto leva-me a crer que a ministra deve ter visitado um dos países do norte da Europa agora nas férias e pensou “Olha, isto até que não era mal pensado, é mais uma forma de mostrarmos alguns números à União Europeia”. É que pelo que me parece (espero estar enganado) isto caiu assim do nada, como se de uma desagradável epifania se tratasse.

Mas de volta ao assunto, acabar com os chumbos é um atentado a todo o trabalho desenvolvido por parte de quem realmente se esforça para passar a um nível seguinte de aprendizagem. A ministra diz que não é uma medida de facilitismo. Eu digo que é melhor consultar o dicionário.

A ideia alternativa é qualquer coisa como acompanhar os alunos a diferentes ritmos de aprendizagem. Ou seja, é bom que os professores se comecem já a manifestar, porque senão quem sai mal disto tudo são eles. Não deve ser nada agradável ter que andar a acompanhar alunos com um ritmo diferente, ritmo esse que não é nenhum sequer, porque não é novidade nenhuma parte dos chumbos não é por dificuldades, é por desinteresse.

Esta metodologia de acompanhamento de ritmos diferentes traria como consequência uma reformulação quase total do sistema de ensino que hoje temos: seriam necessárias mais turmas dentro de cada ano, de cada área. Isto implica que os horários também se alterem e que naturalmente sejam precisos mais professores.

Até que não é uma solução mal pensada se se perspectivar uma redução da taxa de desemprego relativa aos professores, mas o problema que daí advém é que ninguém trabalha à borla. Requer um aumento da despesa pública quando se quer reduzir o défice, e uma vez que os salários dos professores não andam por bons caminhos (baseio-me em queixas constantes que oiço em sala de aula), o mais provável era os professores se encontrarem numa situação pouco agradável: mais horas de trabalho, mais stress a aturar quem não quer fazer nada e talvez nem vêem o salário aumentado.

Depois ainda há outra questão. Esses alunos que andam a um “ritmo diferente” terão as mesmas possibilidades de sucesso no mercado de trabalho? É que quem termina o secundário e não segue nenhum curso superior, não interessa se passa com média de 20 (nesse caso não ir para a universidade seria um erro, mas estou só a hiperbolizar) ou com média de 10, porque o que conta é que acabou o secundário, ou seja, na realidade, estes dois casos bastante distintos são o mesmo.

Este sistema até pode funcionar bem, mas nas sociedades desenvolvidas como é o caso do norte da Europa, nós ainda temos muito que pedalar.

Bem, é melhor findar, porque da injustiça toda que isto seria, dava para escrever mais algumas páginas. Se isto algum dia for aprovado, tenho pena dos professores.

E é isto, Uma Aventura no Ministério da Educação.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Maddie

Bem, estava numa papelaria e reparei num titulo de um jornal. Fiquei bastante surpreendido quando me apercebi que a história da Madeleine Mccann ainda vende.

Supostamente há uma nova pista nos Estados Unidos que enchem os pais de esperança.

Eu cá tenho a minha opinião sobre o desaparecimento da menina, e certamente não serei o único a apoiá-la, mas como é uma versão da história que envolve uma participação dos pais de Maddie de uma forma não muito correcta, prefiro fingir que acredito nas sinceras lágrimas da mãe dela que a memória não me ajuda a lembrar o nome (afinal de contas isto já é uma epopeia, quase) e pensar que realmente todas as pessoas do Mundo são decentes e correctas. Mas isto é apenas uma ingenuidade induzida propositadamente para que não tenha que escrever de uma maneira menos simpática a minha verdadeira opinião.

Mas para satisfazer curiosidades, o que realmente aconteceu é bastante óbvio: extraterrestres. São uns malucos esses tipos intergalácticos.

Estava com uma ideia de construir aqui uma timeline estilo CSI e tentar encaixar o rapto extraterrestre, mas enfim, mais uma vez a memória falha, já nem me lembro quanto dinheiro é que os pais desesperados de Madeleine ganharam com esta brincadeira toda. Mas isso não interessa, vão ter de arranjar ainda muito mais dinheiro se quiserem ir lá ao planeta dos aliens com uma nave espacial. São coisas muito caras.

Enfim, como não acompanhei isto como deve ser, sempre achei uma hipocrisia brutal darem tanta atenção a um caso especifico quando há coisas bem piores por resolver e não recebem mediatismo quase nenhum, fico-me por aqui, que também não gosto de falar à toa.

sábado, 3 de julho de 2010

Emos

Bem, eu tenho aqui uma pergunta, talvez alguém me possa esclarecer.

A situação é a seguinte: os jovens adolescentes começam a fumar e até a consumir drogas para enfim, mostrarem de certa forma a sua "forte atitude e maturidade" e também porque corre a ideia que aquilo até dá estilo (a culpa é do Marlboro Man, se aquele anúncio nunca tivesse saído cá para fora, fumar com filtro era para meninas apenas).

Parece-me aqui que há uma estreita ligação entre uma ideia de maturidade e aquilo que se faz voluntariamente para prejudicar a saúde. Ou seja, é mais "crescido" e mais "cool" aquele que for mais hardcore nas práticas que não são lá muito saudáveis.

Mas agora repare-se, os emos, aqueles que cortam os pulsos porque não sei bem porquê (mas certamente haverá uma razão lógica, caso contrário seria apenas um hobby bastante esquisito) são frequentemente considerados como uns maricas que não aguentam o mínimo problema existencial.

Calma lá, então aqueles que cortam os pulsos e arriscam-se até a morrer se forem já uns profissionais na prática são maricas enquanto uns que fumam cigarros são mesmo patrões?

Juro que não entendo.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

José Saramago 1922-2010

Com alguns dias de atraso, mas a culpa é do Ministério da Educação.

José Saramago morreu no passado dia 18 de Julho.
Eu, na qualidade de fraco leitor (que reconheço já que é um hábito que deveria mudar urgentemente, o da não leitura) ainda só li duas obras de Saramago, Ensaio sobre a Cegueira e Caim. Desde cedo que fiquei espantado com o estilo de escrita que não estava nada habituado, onde é relativamente fácil que uma distracção momentânea nos faça reler uma frase do início, devido à pontuação (ou falta dela) característica e o predomínio de vírgulas. O problema reside precisamente no tamanho das frases, pelo que uma dada distracção momentânea pode acabar por nos remeter ao topo da página.

O estilo de escrita de Saramago fez-me pensar imediatamente que ele era de facto um génio. Porque realmente fazer frases tão grandes por intermédios de vírgulas que separam apartes e comentários que nunca mais acabam (mas tudo feito de uma forma requintada, não fosse ele Nobel da literatura!) é trabalho para quem tem uma capacidade de organização mental e memória fora de série. Mas depois penso nos meus hábitos maus relativamente à leitura e concluo que posso estar a atribuir o estatuto da genialidade demasiado rápido, uma vez que ainda não contactei com outros prováveis génios literários. É caso para dizer que a ignorância faz a genialidade.

Bem, posto isto houve algumas atitudes relativamente à morte de Saramago que foram bastante discutidas, nomeadamente a ausência do Presidente da República no funeral. Na verdade não achei tão escandaloso como se fez parecer, uma vez que eles não eram propriamente os melhores amigos. Aliás, muito pelo contrário.

Mas quando o Presidente foi prestar declarações à imprensa sobre a sua ausência no funeral, declarou que tinha agido como compete a um Presidente da República. Cavaco Silva é um senhor dotado de uma capacidade extremamente interessante e por vezes extremamente inútil: cumpre as regras todas à risca, é que nunca falha mesmo.

Tive a oportunidade de ver uma entrevista conduzida pela Judite de Sousa ao Presidente e realmente é preciso ter uma paciência sobrenatural para aturar tantas respostas do género: “Não me compete fazer essa análise/ter essa opinião/comentar esse aspecto”. Cavaco Silva pode ser um bom Presidente em muitos aspectos, mas na qualidade de irritante é verdadeiramente sublime. E verdade seja dita, ele lá queria interromper as férias nos Açores para cá vir ao continente assistir ao funeral de Saramago.

Outra situação que achei um bocado degradante foi a publicação feita lá naquele jornal do Vaticano. Eles lá dizem que Saramago desrespeitava o que era sagrado, e ainda dizem outras coisas que são consideradas injuriosas (numa perspectiva muito específica da Igreja, não duvido que se Saramago cá estivesse para ler o que foi publicado elogiaria serenamente a capacidade de observação dos membros do clero para determinarem que ele é comunista, sem que isso o ofendesse de todo).

O que é facto é que a publicação parecia ter um certo propósito ofensivo, e aí há uma falta de respeito notória, especialmente com a família do falecido. Mas pronto, Deus é perfeito, não quer dizer que quem o siga ao mais alto nível seja particularmente dotado de uma capacidade moral a um nível tão alto quanto o que representa (pois, é contraditório, acontece…).

Claro que José Saramago não era propriamente uma paz de alma que não quisesse de modo algum provocar alguns momentos de maior tensão entre crentes e não crentes, mas enfim, continuo a achar inapropriado.

Enfim, que José Saramago descanse em paz e que se algum dia encontrar Deus a passar na rua de onde quer que ele esteja, vá ter com ele e o cumprimente como prova de boa fé. Só para acalmar as polémicas.

domingo, 6 de junho de 2010

Há gente que devia ir mais vezes ao oftalmologista

Um homem matou a mulher porque a confundiu com uma onça. É de loucos, mas é verdade.

Segundo a notícia em que esta história vinha retratada, o casal andava a pescar numa zona de mata fechada. Aqui neste ponto da história não sei bem o que se passa…Talvez o casal não soubesse que a pesca é usualmente praticada numa zona onde há água, água essa que serve de habitat para os peixes que eventualmente se irão pescar. Ah, e os peixes são capturados com umas canas, que sugestivamente são chamadas “canas de pesca”.

Mas vamos dar o benefício da dúvida ao nosso inexperiente casal e pensar que a zona de mata fechada onde eles levavam a cabo as suas actividades piscatórias dispunha realmente de um curso de água. O problema desta explicação é o seguinte: não cobre o facto de se levar uma arma de fogo quando se quer pescar.

Talvez seja uma nova técnica, enfim, já que a pesca não é a actividade mais fascinante do mundo em termos de acção, alvejar os peixes enquanto eles saltam da água talvez faça com que os mais pequenos estejam dispostos a acompanhar os pais quando forem pescar. Neste caso é melhor não, não fosse o pai confundir o filho com um leopardo.

Seja como for, a explicação que se apresenta mais simples para justificar este cenário de pesca praticada em mata fechada e com armas de fogo é realmente um lapso do autor da notícia, que provavelmente estaria a pensar se tinha mudado a água do aquário dos seus peixes quando queria escrever “caça”. Ainda assim é uma questão misteriosa.

Passando à frente, é realmente grave confundir a esposa com um animal selvagem. O homem alvejou-a duas vezes, e só se apercebeu que era ela quando já estava ferida.
Gostava ainda assim de saber como a mulher reagiria à explicação do homem: “Oh Maria, desculpa lá, confundi-te com uma onça!” – acho que a mulher é que o matava a seguir. E para quebrar o gelo, numa situação de tanta tensão, o homem ainda poderia acrescentar: “Se te confundisse com um elefante era pior! Não te zangues comigo!”. Realmente poderia ser pior.

O mais interessante é que o homem foi libertado após a detenção. Afinal de contas dizer que se confundiu a vítima de homicídio com um animal serve como desculpa. Para mim, só seria aceitável se fossem feitas análises ao homem e desse positivo para LSD.

Não estou a insinuar que de facto haja alguma premeditação por parte deste senhor no que fez, apenas receio que isto pegue moda e agora sirva de desculpa para outros cenários.

“Oh senhor agente, não foi por mal, pensei que ele era um cão raivoso aqui no meio da rua, e por mero acaso tinha aqui a minha arma, porque afinal de contas, homem prevenido vale por dois!”


Link:

http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentID=A9E1732F-93A3-4A63-9C41-535A4E44BF65&channelID=00000021-0000-0000-0000-000000000021

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O prédio do desenvolvimento

Era uma vez um grupo de pessoas, todos eles vizinhos por habitarem no mesmo prédio. Essas pessoas criaram entre si relações pessoais, como compete a cada bom vizinho.

Trocavam conselhos e ideias, tanto acerca de assuntos pessoais, como de situações que se referem ao prédio em si mesmo, sendo debatidas posteriormente em reuniões de condomínio.

Bem, esta vivência assim descrita (ainda que a descrição seja breve) parece desde já um bocado monótona, aborrecida até. Então para isto ter mais cor, pode-se dizer que neste prédio habitam pessoas em situações económicas variadas: uns vivem mais comodamente e outros infelizmente não têm essa sorte de poder ir ao restaurante assim mais regularmente (ainda assim os mais ricos em dinheiro falham na riqueza de espírito…mas também não se pode pedir tudo).

Cada condómino tem o frequente hábito de gastar mais do que recebe. É a ambição, é a necessidade, é a parvoíce, é o que lhe quiserem chamar. O que é certo é que estes défices orçamentais dos condóminos geram discussões intra-familiares onde ninguém se entende. O marido diz à esposa que ela anda a gastar dinheiro a mais em roupas porque vai ás compras todos os dias; a esposa diz ao marido que a culpa é dos óculos de sol novos que ele comprou (óculos que ele andou a cobiçar desde que viu um estrangeiro com eles na praia no último verão); os pais dizem ao filho que vão cortar nos jogos da Playstation porque só gastam dinheiro e ele não tira nenhuma utilidade daquilo.
E no meio destas discussões, há sempre o vizinho do lado interessado nos gritos que vêem de dentro da casa onde não há consenso. Porque a curiosidade é de facto bastante comum.

Até que um dia a desgraça acontece: o vizinho do rés do chão direito ficou sem dinheiro. Depois de muita discussão com a mulher e os filhos, todo o prédio acaba por saber da história.

Cresce então um certo receio que isso vá afectar as contas do condomínio em geral, uma vez que todos têm de contribuir para que os elevadores do prédio continuem a trabalhar. E os elevadores funcionam a dinheiro (e não é pouco!)

Então, os condóminos preocupados (e altruístas também, vá) decidem fazer um mealheiro e ajudar o pobre vizinho falido, já que não arranja crédito em nenhum banco.

Mas daqui surge outra questão, que já foi referida: os condóminos dispõem de uma riqueza heterogénea. E também se sabe que o vizinho do rés do chão esquerdo não tem as finanças familiares muito equilibradas (corre o rumor que foi um presente para o filho: um computador novo e uns legos de um submarino, entre outras coisas). Aliás, até se diz que corre o risco de ficar na mesma situação que o vizinho do seu piso, mas é tudo desmentido. O condómino do rés do chão esquerdo tem tudo controlado.

A pergunta é a seguinte: não será imprudente fazer com que o vizinho do rés do chão esquerdo também faça parte do empréstimo?

Não será imprudente Portugal emprestar cerca de 750 milhões de euros à Grécia?

terça-feira, 20 de abril de 2010

Encontrou a mãe no Facebook

Notícia:

http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentID=674AFDC5-6AD8-40B8-89E3-6F1A44467C0B&channelID=00000021-0000-0000-0000-000000000021


Gostava de ter visto a conversa no chat do facebook. Talvez qualquer coisa como:

Mãe: "Olá, olha acho que sou tua mãe lol"
Filho: "A sério? Epá tenho andado à tua procura xD"
Mãe: "Ya, acho que sou. Tipo eu abandonei um filho recém-nascido pelo que me lembro, talvez sejas tu ahah lol já foi há 23 anos, já me falha a memória LOL"
Filho: "Epá isso do abandono é na boa, fica tranquila!"
Mãe: "Ah ok, então assim fico mais descansada, pensava que ias ficar chateado por te ter abandonado ou assim..."
Filho: "Achas? Agora vamos é marcar um dia para nos encontrarmos e eu resumir a minha vida inteira até agora!"
Mãe: "Não é melhor fazermos um teste primeiro tipo para ver se realmente somos mãe e filho? LOL estou só a sugerir, talvez fosse útil xD"
Filho: "Ya tens razão mãe. Mas primeiro o encontro!"
Mãe: "Ahah okok filho é na boa. Então, o que tens feito?"
Filho: "Epá, muita coisa e tu?"
Mãe: "Também, também :D"
Filho: "Manda-me o teu número por mensagem que eu agora tenho de bazar, vou ter aí com uns amigos. Vá, fica bem mãe, beijinhos"
Mãe: "Ok filho é na boa, depois mando-te a mensagem. Fica bem filho, beijinhos, até amanhã :D"


Vá, agora a sério...As redes sociais mostram de novo o seu poder. Já não se arranjam casamentos online apenas, também se encontram os pais biológicos.

Isto foi só a uma tentativa de adaptar uma conversa que é bastante delicada (pelos motivos óbvios) aos padrões das conversas normais de messenger ou o que for. Só ignorei as abreviaturas escandalosas.

Mas o que se retira disto é o simples facto de o Facebook não servir apenas para domesticar vacas ou peixes nesses jogos tipo FarmVille e afins.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O gene português

Se há coisa que se faz bem em Portugal é a arte dos queixumes.

Português à séria é aquele que se senta confortavelmente no seu sofá com a cerveja na mão a ver o noticiário das 8 da noite, mergulhado numa lamúria constante de que o país nunca esteve pior, que já não é sitio onde se viva sequer.

São queixas de todos os tipos. Ou é o primeiro-ministro que não presta, ou é o filho que nunca quis estudar que não tem emprego em lado nenhum, ou é o empréstimo que foi feito para ir de férias que ainda não foi pago e os sacanas do banco já andam a apertar, ou então, se o dia estiver a correr razoavelmente bem, é o patife do vizinho do andar de cima que tem a música alta como tudo.

Não sei acerca dos outros países, mas esta é uma característica que marca o povo português de tal maneira que já devemos nascer com ela. Já nem devemos reclamar por ouvirmos os outros reclamar, talvez já nasçamos com uma espécie de código genético pré-programado para fazer isso.

Não sei onde isto tudo começou, mas termos sido uma das grandes potências mundiais na época dos Descobrimentos e agora estarmos reduzidos a um rectângulo de pouco mais de 90 mil quilómetros quadrados não deve contribuir para o nosso ego patriótico. Ainda assim os problemas pouco se relacionam com o espaço.

Seja como for, continuam a haver obviamente problemas sérios a atingir o país e isso não deve ser posto de parte de maneira nenhuma. Agora o que é certo é que andar a queixarmo-nos por tudo o que é canto não vai resolver nada do que queremos ver resolvido.

É positivo fazer uma análise das condições sócio-económicas de Portugal e observar as suas debilidades. Positivo é também é propor soluções para essas fraquezas. Quem nada faz para melhorar o seu estado não se devia dar ao luxo de se queixar. Quem nada faz é porque lá no fundo se sente conformado (lá bem no fundo).

Portugal não é feito de aspectos negativos apenas. Há que olhar também para o outro lado e talvez se encontre inspiração para deitar mãos à obra e tentar mudar o que nos incomoda.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Homens do Lixo

Homem do lixo/ Varredor: Profissão temida pela população jovem que não possui grandes habilitações ou perspectivas de futuro.

Esta profissão está longe de ser a mais sonhada pelos jovens que tentam entrar no mercado de trabalho. Homem do lixo é também a resposta que não se ouve as crianças dar quando lhes perguntam o que querem ser quando crescerem. Isto é compreensível, pois não deve ser ambição de ninguém andar pelas ruas a varrer a porcaria dos outros, ou de atrelado a um camião que levanta caixotes e que transportam o seu conteúdo para esses sítios onde o cheiro não perdoa nem o ser mais perfumado.

Esta profissão tornou-se mal vista e há um certo preconceito em torno dela. Só se sugere esta carreira a alguém que de facto não tenha outra hipótese para se sustentar, ou então indica-se apenas em tom de gozo.

Eu cá acho que estes senhores do lixo merecem muito mais respeito do que aquele que recebem. Afinal de contas, a sua função é fundamental para o bom funcionamento da sociedade.

Imagine-se por um segundo um Mundo (basta até uma cidade) sem homens do lixo…Não é difícil de entender que andava aí toda a gente a nadar na imundice da porcaria comunitária (eu não gosto nada da palavra “porcaria”, mas as regras da boa educação são uma força de coacção linguística). Seria o caos total com todas as implicações que isso traria, principalmente a nível da saúde, uma vez que era o cenário ideal para a propagação do mais variado leque de doenças epidémicas.

Portanto o que eu acho é que a sociedade em geral devia ter mais respeito por estes senhores, porque realmente o que eles fazem é fulcral para que possamos continuar a viver tal como vivemos actualmente. Não só para mostrar que realmente há ainda compaixão e amor ao próximo e todas essas coisas, mas também para não irritar estes senhores, uma vez que se alguma vez eles pensarem em convocar uma greve nacional, temos perante nós uma situação bem mal cheirosa.

É preciso ter respeito. E cuidado.

domingo, 28 de março de 2010

Culto do Futebol

Futebol, o desporto rei.

Há vários aspectos relacionados com o mundo do futebol que tenho dificuldade em entender. Vamos então por partes:

O primeiro aspecto está ligado aos adeptos/claques. É interessante perceber que antes de começar um jogo de futebol, já há jogos de porrada. Os adeptos a lutarem pelo seu clube como se o mundo dependesse disso, apenas apelando à razão (razão?) de ser esse o seu clube.

Não há muita lógica por detrás disto, anda-se à pancada pelo simples facto de uns defenderem uns que se equipam de azul, e outros defenderem outros que se equipam de verde e trocarem algumas palavras menos simpáticas. É apenas uma questão de cores.

O futebol é a nova religião, é seguir cegamente uma doutrina sem sequer perceber bem porquê. Neste caso nem oferece a salvação eterna nem outras coisas bastante úteis, portanto alguém que me explique o porquê de seguir cegamente um clube (sem aludir a argumentos como “ah, é o clube do meu coração e tal…”), porque só quero é entender o que leva a estas novas guerras santas.

O segundo aspecto está relacionado com esses programas televisivos de análise dos jogos que supostamente toda a gente já viu, juntamente com a quantidade de notícias ligadas ao futebol que não dizem nada de jeito.

Os resultados das análises dos jogos seguem dois caminhos: ou se fica a saber o que toda a gente já sabe, ou a revolta perante outros clubes cresce ainda mais (indo parar ao primeiro ponto abordado). Mas obviamente contribuem para um maior conhecimento do futebol, que é o que toda a gente realmente necessita. Qualquer dia abrem cursos universitários para se aprender a falar de futebol, porque aprender a criticar e analisar jogos pela simples visualização dos mesmos não deve aparecer no currículo.

Fascinante também é ouvir ou ler as antevisões dos jogos. Pelo que tenho ouvido sempre que me deparo com essas noticias, fica a frase que resume todas as antevisões: “Há que manter o respeito pelo adversário, mas estamos confiantes.”. As regras são simples, não ofender o adversário e mostrar confiança e também deve ser requisito manter essa linha de repetição infinita.

Já nem falo das entrevistas rápidas depois dos jogos, essas também são muito interessantes e pouco repetitivas.

Outro aspecto é a quantidade de dinheiro com que este desporto trabalha. Muito dinheiro para os jogadores, treinadores, clubes em geral. E atrás disto vem a corrupção, porque gente honesta é uma espécie em vias de extinção. E sobre corrupção podia-se falar dias inteiros acerca de processos tão antigos e ao mesmo tempo recentes que nunca encontram solução.

Para rematar o assunto, o futebol deveria ser visto como qualquer outro desporto. Claro que a sua popularidade iria ser maior, mas aqui não se condena nada disso. Apenas há a dificuldade em perceber como é que o futebol se tornou uma nova religião, cega e intolerante.

Competição saudável em qualquer desporto era não haver violências (ainda mais as desnecessárias) e o futebol, como desporto rei que é, deveria ser o exemplo para todos os outros desportos.

Domingo de Ramos

http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021&contentid=CF55A01C-C6A0-4A07-824C-776B4760BA67&h=6


"O homem pode escolher entre seguir Jesus ou juntar-se ao lamaçal da mentira e da indecência"

Cambada de indecentes esses que não seguem Jesus. E mentirosos também!

terça-feira, 16 de março de 2010

Celibato na Igreja

Não é novidade para ninguém que de vez em quando alguns padres gostam de dar uma escapadela divina para entrar nesse território mais mundano. Os resultados não costumam ser muito bons, acabam por cair nos mais nefastos actos a que um ser humano pode descer.

Falo obviamente desses padres que têm um carinho especial pelos meninos da catequese e que gostam de lhes transmitir ensinamentos muito pessoais (e diga-se de passagem que não têm lá muito a ver com a doutrina, senão então era mesmo o fim do mundo).

Ultimamente tem-se discutido a abolição do celibato, pois pensa-se que a privação desses sagrados senhores ao prazer carnal é a grande causa dos casos de pedofilia. A abolição do celibato traria consigo padres melhor comportados segundo alguns teólogos. E realmente é um assunto discutível, uma vez que enfim, se alargarem os horizontes dos padres, pode ser que isto vá ao sítio.

Penso que a abolição do celibato seria uma boa medida. Mas não é por ter pena desses padres dotados de sagrada rebeldia, é sim por ter a curiosidade de ver qual é o próximo bode expiatório que se vai arranjar para explicar os acontecimentos que já todos conhecemos, porque duvido que a embalagem de abolição do celibato venha com princípios morais como brinde.

Bem, o que me faz mais confusão no meio disto tudo é haver ainda gente que consiga seguir uma vida religiosa saudável com estes acontecimentos a sucederem. Sinceramente não sei como é que a Igreja ainda se aguenta em pé com tamanha carga de pecados a pesar-lhe as costas.

Eu não gosto de acreditar em estereótipos, claro que continuam a haver padres à séria sem impulsos nojentos deste tipo. Esses padres então, façam o favor de denunciar os seus colegas mais ousados para que justiça seja feita. Quem sabe, pode ser que lhes saia a sorte grande e lhes calhe a purificação pelas chamas como pena. Há que manter as tradições.

Bem, os crentes que pensem agora que a próxima vez que forem a um confessionário talvez também tenham que ouvir e perdoar os pecados de quem os ouve. Vendo pelo lado positivo, até deve tornar a conversa mais interessante, porque ser sempre um a falar e outro a ouvir não tem grande piada.