Novo artigo:
http://www.criticamentefalando.com/2010/09/artigo3296
domingo, 19 de setembro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
domingo, 5 de setembro de 2010
Criticamente Falando
Venho só dizer que recentemente me juntei ao blog Criticamente Falando (www.criticamentefalando.com) e que passarei a escrever a maior parte dos meus posts nesse blog.
Assim sendo, este espaço reserva-se para anúncio dos novos posts de minha autoria no Criticamente Falando e também para mais alguns textos que eventualmente não me deixarão submeter, provavelmente por ser parvoíce a mais.
Deixo então o link para a minha primeira entrada:
http://www.criticamentefalando.com/2010/09/artigo3186#more-3186
Assim sendo, este espaço reserva-se para anúncio dos novos posts de minha autoria no Criticamente Falando e também para mais alguns textos que eventualmente não me deixarão submeter, provavelmente por ser parvoíce a mais.
Deixo então o link para a minha primeira entrada:
http://www.criticamentefalando.com/2010/09/artigo3186#more-3186
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
If...
If you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you;
If you can trust yourself when all men doubt you,
But make allowance for their doubting too:
If you can wait and not be tired by waiting,
Or, being lied about, don't deal in lies,
Or being hated don't give way to hating,
And yet don't look too good, nor talk too wise;
If you can dream---and not make dreams your master;
If you can think---and not make thoughts your aim,
If you can meet with Triumph and Disaster
And treat those two impostors just the same:.
If you can bear to hear the truth you've spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to, broken,
And stoop and build'em up with worn-out tools;
If you can make one heap of all your winnings
And risk it on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings,
And never breathe a word about your loss:
If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: "Hold on!"
If you can talk with crowds and keep your virtue,
Or walk with Kings---nor lose the common touch,
If neither foes nor loving friends can hurt you,
If all men count with you, but none too much:
If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds' worth of distance run,
Yours is the Earth and everything that's in it,
And---which is more---you'll be a Man, my son!
Rudyard Kipling
Isto devia ser lido por toda a gente.
Are losing theirs and blaming it on you;
If you can trust yourself when all men doubt you,
But make allowance for their doubting too:
If you can wait and not be tired by waiting,
Or, being lied about, don't deal in lies,
Or being hated don't give way to hating,
And yet don't look too good, nor talk too wise;
If you can dream---and not make dreams your master;
If you can think---and not make thoughts your aim,
If you can meet with Triumph and Disaster
And treat those two impostors just the same:.
If you can bear to hear the truth you've spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to, broken,
And stoop and build'em up with worn-out tools;
If you can make one heap of all your winnings
And risk it on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings,
And never breathe a word about your loss:
If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: "Hold on!"
If you can talk with crowds and keep your virtue,
Or walk with Kings---nor lose the common touch,
If neither foes nor loving friends can hurt you,
If all men count with you, but none too much:
If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds' worth of distance run,
Yours is the Earth and everything that's in it,
And---which is more---you'll be a Man, my son!
Rudyard Kipling
Isto devia ser lido por toda a gente.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Querem acabar com os chumbos pá
A nossa ministra da educação só tem ideias tristes.
Isabel Alçada, nossa ministra da educação resolveu que queria acabar com os chumbos. Tenho andado um bocado desactualizado, mas não reparei em nenhuma notícia precedente que indicasse alguma reforma um pouco mais profunda no sistema educativo (tirando a outra ideia triste de passarem alunos do 8º ano para o 10º, que nem sei se isso foi aprovado, mas penso que li nalgum sitio que foi).
Isto leva-me a crer que a ministra deve ter visitado um dos países do norte da Europa agora nas férias e pensou “Olha, isto até que não era mal pensado, é mais uma forma de mostrarmos alguns números à União Europeia”. É que pelo que me parece (espero estar enganado) isto caiu assim do nada, como se de uma desagradável epifania se tratasse.
Mas de volta ao assunto, acabar com os chumbos é um atentado a todo o trabalho desenvolvido por parte de quem realmente se esforça para passar a um nível seguinte de aprendizagem. A ministra diz que não é uma medida de facilitismo. Eu digo que é melhor consultar o dicionário.
A ideia alternativa é qualquer coisa como acompanhar os alunos a diferentes ritmos de aprendizagem. Ou seja, é bom que os professores se comecem já a manifestar, porque senão quem sai mal disto tudo são eles. Não deve ser nada agradável ter que andar a acompanhar alunos com um ritmo diferente, ritmo esse que não é nenhum sequer, porque não é novidade nenhuma parte dos chumbos não é por dificuldades, é por desinteresse.
Esta metodologia de acompanhamento de ritmos diferentes traria como consequência uma reformulação quase total do sistema de ensino que hoje temos: seriam necessárias mais turmas dentro de cada ano, de cada área. Isto implica que os horários também se alterem e que naturalmente sejam precisos mais professores.
Até que não é uma solução mal pensada se se perspectivar uma redução da taxa de desemprego relativa aos professores, mas o problema que daí advém é que ninguém trabalha à borla. Requer um aumento da despesa pública quando se quer reduzir o défice, e uma vez que os salários dos professores não andam por bons caminhos (baseio-me em queixas constantes que oiço em sala de aula), o mais provável era os professores se encontrarem numa situação pouco agradável: mais horas de trabalho, mais stress a aturar quem não quer fazer nada e talvez nem vêem o salário aumentado.
Depois ainda há outra questão. Esses alunos que andam a um “ritmo diferente” terão as mesmas possibilidades de sucesso no mercado de trabalho? É que quem termina o secundário e não segue nenhum curso superior, não interessa se passa com média de 20 (nesse caso não ir para a universidade seria um erro, mas estou só a hiperbolizar) ou com média de 10, porque o que conta é que acabou o secundário, ou seja, na realidade, estes dois casos bastante distintos são o mesmo.
Este sistema até pode funcionar bem, mas nas sociedades desenvolvidas como é o caso do norte da Europa, nós ainda temos muito que pedalar.
Bem, é melhor findar, porque da injustiça toda que isto seria, dava para escrever mais algumas páginas. Se isto algum dia for aprovado, tenho pena dos professores.
E é isto, Uma Aventura no Ministério da Educação.
Isabel Alçada, nossa ministra da educação resolveu que queria acabar com os chumbos. Tenho andado um bocado desactualizado, mas não reparei em nenhuma notícia precedente que indicasse alguma reforma um pouco mais profunda no sistema educativo (tirando a outra ideia triste de passarem alunos do 8º ano para o 10º, que nem sei se isso foi aprovado, mas penso que li nalgum sitio que foi).
Isto leva-me a crer que a ministra deve ter visitado um dos países do norte da Europa agora nas férias e pensou “Olha, isto até que não era mal pensado, é mais uma forma de mostrarmos alguns números à União Europeia”. É que pelo que me parece (espero estar enganado) isto caiu assim do nada, como se de uma desagradável epifania se tratasse.
Mas de volta ao assunto, acabar com os chumbos é um atentado a todo o trabalho desenvolvido por parte de quem realmente se esforça para passar a um nível seguinte de aprendizagem. A ministra diz que não é uma medida de facilitismo. Eu digo que é melhor consultar o dicionário.
A ideia alternativa é qualquer coisa como acompanhar os alunos a diferentes ritmos de aprendizagem. Ou seja, é bom que os professores se comecem já a manifestar, porque senão quem sai mal disto tudo são eles. Não deve ser nada agradável ter que andar a acompanhar alunos com um ritmo diferente, ritmo esse que não é nenhum sequer, porque não é novidade nenhuma parte dos chumbos não é por dificuldades, é por desinteresse.
Esta metodologia de acompanhamento de ritmos diferentes traria como consequência uma reformulação quase total do sistema de ensino que hoje temos: seriam necessárias mais turmas dentro de cada ano, de cada área. Isto implica que os horários também se alterem e que naturalmente sejam precisos mais professores.
Até que não é uma solução mal pensada se se perspectivar uma redução da taxa de desemprego relativa aos professores, mas o problema que daí advém é que ninguém trabalha à borla. Requer um aumento da despesa pública quando se quer reduzir o défice, e uma vez que os salários dos professores não andam por bons caminhos (baseio-me em queixas constantes que oiço em sala de aula), o mais provável era os professores se encontrarem numa situação pouco agradável: mais horas de trabalho, mais stress a aturar quem não quer fazer nada e talvez nem vêem o salário aumentado.
Depois ainda há outra questão. Esses alunos que andam a um “ritmo diferente” terão as mesmas possibilidades de sucesso no mercado de trabalho? É que quem termina o secundário e não segue nenhum curso superior, não interessa se passa com média de 20 (nesse caso não ir para a universidade seria um erro, mas estou só a hiperbolizar) ou com média de 10, porque o que conta é que acabou o secundário, ou seja, na realidade, estes dois casos bastante distintos são o mesmo.
Este sistema até pode funcionar bem, mas nas sociedades desenvolvidas como é o caso do norte da Europa, nós ainda temos muito que pedalar.
Bem, é melhor findar, porque da injustiça toda que isto seria, dava para escrever mais algumas páginas. Se isto algum dia for aprovado, tenho pena dos professores.
E é isto, Uma Aventura no Ministério da Educação.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Maddie
Bem, estava numa papelaria e reparei num titulo de um jornal. Fiquei bastante surpreendido quando me apercebi que a história da Madeleine Mccann ainda vende.
Supostamente há uma nova pista nos Estados Unidos que enchem os pais de esperança.
Eu cá tenho a minha opinião sobre o desaparecimento da menina, e certamente não serei o único a apoiá-la, mas como é uma versão da história que envolve uma participação dos pais de Maddie de uma forma não muito correcta, prefiro fingir que acredito nas sinceras lágrimas da mãe dela que a memória não me ajuda a lembrar o nome (afinal de contas isto já é uma epopeia, quase) e pensar que realmente todas as pessoas do Mundo são decentes e correctas. Mas isto é apenas uma ingenuidade induzida propositadamente para que não tenha que escrever de uma maneira menos simpática a minha verdadeira opinião.
Mas para satisfazer curiosidades, o que realmente aconteceu é bastante óbvio: extraterrestres. São uns malucos esses tipos intergalácticos.
Estava com uma ideia de construir aqui uma timeline estilo CSI e tentar encaixar o rapto extraterrestre, mas enfim, mais uma vez a memória falha, já nem me lembro quanto dinheiro é que os pais desesperados de Madeleine ganharam com esta brincadeira toda. Mas isso não interessa, vão ter de arranjar ainda muito mais dinheiro se quiserem ir lá ao planeta dos aliens com uma nave espacial. São coisas muito caras.
Enfim, como não acompanhei isto como deve ser, sempre achei uma hipocrisia brutal darem tanta atenção a um caso especifico quando há coisas bem piores por resolver e não recebem mediatismo quase nenhum, fico-me por aqui, que também não gosto de falar à toa.
Supostamente há uma nova pista nos Estados Unidos que enchem os pais de esperança.
Eu cá tenho a minha opinião sobre o desaparecimento da menina, e certamente não serei o único a apoiá-la, mas como é uma versão da história que envolve uma participação dos pais de Maddie de uma forma não muito correcta, prefiro fingir que acredito nas sinceras lágrimas da mãe dela que a memória não me ajuda a lembrar o nome (afinal de contas isto já é uma epopeia, quase) e pensar que realmente todas as pessoas do Mundo são decentes e correctas. Mas isto é apenas uma ingenuidade induzida propositadamente para que não tenha que escrever de uma maneira menos simpática a minha verdadeira opinião.
Mas para satisfazer curiosidades, o que realmente aconteceu é bastante óbvio: extraterrestres. São uns malucos esses tipos intergalácticos.
Estava com uma ideia de construir aqui uma timeline estilo CSI e tentar encaixar o rapto extraterrestre, mas enfim, mais uma vez a memória falha, já nem me lembro quanto dinheiro é que os pais desesperados de Madeleine ganharam com esta brincadeira toda. Mas isso não interessa, vão ter de arranjar ainda muito mais dinheiro se quiserem ir lá ao planeta dos aliens com uma nave espacial. São coisas muito caras.
Enfim, como não acompanhei isto como deve ser, sempre achei uma hipocrisia brutal darem tanta atenção a um caso especifico quando há coisas bem piores por resolver e não recebem mediatismo quase nenhum, fico-me por aqui, que também não gosto de falar à toa.
sábado, 3 de julho de 2010
Emos
Bem, eu tenho aqui uma pergunta, talvez alguém me possa esclarecer.
A situação é a seguinte: os jovens adolescentes começam a fumar e até a consumir drogas para enfim, mostrarem de certa forma a sua "forte atitude e maturidade" e também porque corre a ideia que aquilo até dá estilo (a culpa é do Marlboro Man, se aquele anúncio nunca tivesse saído cá para fora, fumar com filtro era para meninas apenas).
Parece-me aqui que há uma estreita ligação entre uma ideia de maturidade e aquilo que se faz voluntariamente para prejudicar a saúde. Ou seja, é mais "crescido" e mais "cool" aquele que for mais hardcore nas práticas que não são lá muito saudáveis.
Mas agora repare-se, os emos, aqueles que cortam os pulsos porque não sei bem porquê (mas certamente haverá uma razão lógica, caso contrário seria apenas um hobby bastante esquisito) são frequentemente considerados como uns maricas que não aguentam o mínimo problema existencial.
Calma lá, então aqueles que cortam os pulsos e arriscam-se até a morrer se forem já uns profissionais na prática são maricas enquanto uns que fumam cigarros são mesmo patrões?
Juro que não entendo.
A situação é a seguinte: os jovens adolescentes começam a fumar e até a consumir drogas para enfim, mostrarem de certa forma a sua "forte atitude e maturidade" e também porque corre a ideia que aquilo até dá estilo (a culpa é do Marlboro Man, se aquele anúncio nunca tivesse saído cá para fora, fumar com filtro era para meninas apenas).
Parece-me aqui que há uma estreita ligação entre uma ideia de maturidade e aquilo que se faz voluntariamente para prejudicar a saúde. Ou seja, é mais "crescido" e mais "cool" aquele que for mais hardcore nas práticas que não são lá muito saudáveis.
Mas agora repare-se, os emos, aqueles que cortam os pulsos porque não sei bem porquê (mas certamente haverá uma razão lógica, caso contrário seria apenas um hobby bastante esquisito) são frequentemente considerados como uns maricas que não aguentam o mínimo problema existencial.
Calma lá, então aqueles que cortam os pulsos e arriscam-se até a morrer se forem já uns profissionais na prática são maricas enquanto uns que fumam cigarros são mesmo patrões?
Juro que não entendo.
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