domingo, 28 de março de 2010

Culto do Futebol

Futebol, o desporto rei.

Há vários aspectos relacionados com o mundo do futebol que tenho dificuldade em entender. Vamos então por partes:

O primeiro aspecto está ligado aos adeptos/claques. É interessante perceber que antes de começar um jogo de futebol, já há jogos de porrada. Os adeptos a lutarem pelo seu clube como se o mundo dependesse disso, apenas apelando à razão (razão?) de ser esse o seu clube.

Não há muita lógica por detrás disto, anda-se à pancada pelo simples facto de uns defenderem uns que se equipam de azul, e outros defenderem outros que se equipam de verde e trocarem algumas palavras menos simpáticas. É apenas uma questão de cores.

O futebol é a nova religião, é seguir cegamente uma doutrina sem sequer perceber bem porquê. Neste caso nem oferece a salvação eterna nem outras coisas bastante úteis, portanto alguém que me explique o porquê de seguir cegamente um clube (sem aludir a argumentos como “ah, é o clube do meu coração e tal…”), porque só quero é entender o que leva a estas novas guerras santas.

O segundo aspecto está relacionado com esses programas televisivos de análise dos jogos que supostamente toda a gente já viu, juntamente com a quantidade de notícias ligadas ao futebol que não dizem nada de jeito.

Os resultados das análises dos jogos seguem dois caminhos: ou se fica a saber o que toda a gente já sabe, ou a revolta perante outros clubes cresce ainda mais (indo parar ao primeiro ponto abordado). Mas obviamente contribuem para um maior conhecimento do futebol, que é o que toda a gente realmente necessita. Qualquer dia abrem cursos universitários para se aprender a falar de futebol, porque aprender a criticar e analisar jogos pela simples visualização dos mesmos não deve aparecer no currículo.

Fascinante também é ouvir ou ler as antevisões dos jogos. Pelo que tenho ouvido sempre que me deparo com essas noticias, fica a frase que resume todas as antevisões: “Há que manter o respeito pelo adversário, mas estamos confiantes.”. As regras são simples, não ofender o adversário e mostrar confiança e também deve ser requisito manter essa linha de repetição infinita.

Já nem falo das entrevistas rápidas depois dos jogos, essas também são muito interessantes e pouco repetitivas.

Outro aspecto é a quantidade de dinheiro com que este desporto trabalha. Muito dinheiro para os jogadores, treinadores, clubes em geral. E atrás disto vem a corrupção, porque gente honesta é uma espécie em vias de extinção. E sobre corrupção podia-se falar dias inteiros acerca de processos tão antigos e ao mesmo tempo recentes que nunca encontram solução.

Para rematar o assunto, o futebol deveria ser visto como qualquer outro desporto. Claro que a sua popularidade iria ser maior, mas aqui não se condena nada disso. Apenas há a dificuldade em perceber como é que o futebol se tornou uma nova religião, cega e intolerante.

Competição saudável em qualquer desporto era não haver violências (ainda mais as desnecessárias) e o futebol, como desporto rei que é, deveria ser o exemplo para todos os outros desportos.

Domingo de Ramos

http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021&contentid=CF55A01C-C6A0-4A07-824C-776B4760BA67&h=6


"O homem pode escolher entre seguir Jesus ou juntar-se ao lamaçal da mentira e da indecência"

Cambada de indecentes esses que não seguem Jesus. E mentirosos também!

terça-feira, 16 de março de 2010

Celibato na Igreja

Não é novidade para ninguém que de vez em quando alguns padres gostam de dar uma escapadela divina para entrar nesse território mais mundano. Os resultados não costumam ser muito bons, acabam por cair nos mais nefastos actos a que um ser humano pode descer.

Falo obviamente desses padres que têm um carinho especial pelos meninos da catequese e que gostam de lhes transmitir ensinamentos muito pessoais (e diga-se de passagem que não têm lá muito a ver com a doutrina, senão então era mesmo o fim do mundo).

Ultimamente tem-se discutido a abolição do celibato, pois pensa-se que a privação desses sagrados senhores ao prazer carnal é a grande causa dos casos de pedofilia. A abolição do celibato traria consigo padres melhor comportados segundo alguns teólogos. E realmente é um assunto discutível, uma vez que enfim, se alargarem os horizontes dos padres, pode ser que isto vá ao sítio.

Penso que a abolição do celibato seria uma boa medida. Mas não é por ter pena desses padres dotados de sagrada rebeldia, é sim por ter a curiosidade de ver qual é o próximo bode expiatório que se vai arranjar para explicar os acontecimentos que já todos conhecemos, porque duvido que a embalagem de abolição do celibato venha com princípios morais como brinde.

Bem, o que me faz mais confusão no meio disto tudo é haver ainda gente que consiga seguir uma vida religiosa saudável com estes acontecimentos a sucederem. Sinceramente não sei como é que a Igreja ainda se aguenta em pé com tamanha carga de pecados a pesar-lhe as costas.

Eu não gosto de acreditar em estereótipos, claro que continuam a haver padres à séria sem impulsos nojentos deste tipo. Esses padres então, façam o favor de denunciar os seus colegas mais ousados para que justiça seja feita. Quem sabe, pode ser que lhes saia a sorte grande e lhes calhe a purificação pelas chamas como pena. Há que manter as tradições.

Bem, os crentes que pensem agora que a próxima vez que forem a um confessionário talvez também tenham que ouvir e perdoar os pecados de quem os ouve. Vendo pelo lado positivo, até deve tornar a conversa mais interessante, porque ser sempre um a falar e outro a ouvir não tem grande piada.