Não é novidade para ninguém que de vez em quando alguns padres gostam de dar uma escapadela divina para entrar nesse território mais mundano. Os resultados não costumam ser muito bons, acabam por cair nos mais nefastos actos a que um ser humano pode descer.
Falo obviamente desses padres que têm um carinho especial pelos meninos da catequese e que gostam de lhes transmitir ensinamentos muito pessoais (e diga-se de passagem que não têm lá muito a ver com a doutrina, senão então era mesmo o fim do mundo).
Ultimamente tem-se discutido a abolição do celibato, pois pensa-se que a privação desses sagrados senhores ao prazer carnal é a grande causa dos casos de pedofilia. A abolição do celibato traria consigo padres melhor comportados segundo alguns teólogos. E realmente é um assunto discutível, uma vez que enfim, se alargarem os horizontes dos padres, pode ser que isto vá ao sítio.
Penso que a abolição do celibato seria uma boa medida. Mas não é por ter pena desses padres dotados de sagrada rebeldia, é sim por ter a curiosidade de ver qual é o próximo bode expiatório que se vai arranjar para explicar os acontecimentos que já todos conhecemos, porque duvido que a embalagem de abolição do celibato venha com princípios morais como brinde.
Bem, o que me faz mais confusão no meio disto tudo é haver ainda gente que consiga seguir uma vida religiosa saudável com estes acontecimentos a sucederem. Sinceramente não sei como é que a Igreja ainda se aguenta em pé com tamanha carga de pecados a pesar-lhe as costas.
Eu não gosto de acreditar em estereótipos, claro que continuam a haver padres à séria sem impulsos nojentos deste tipo. Esses padres então, façam o favor de denunciar os seus colegas mais ousados para que justiça seja feita. Quem sabe, pode ser que lhes saia a sorte grande e lhes calhe a purificação pelas chamas como pena. Há que manter as tradições.
Bem, os crentes que pensem agora que a próxima vez que forem a um confessionário talvez também tenham que ouvir e perdoar os pecados de quem os ouve. Vendo pelo lado positivo, até deve tornar a conversa mais interessante, porque ser sempre um a falar e outro a ouvir não tem grande piada.
terça-feira, 16 de março de 2010
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grande verdade.
ResponderEliminarbeijos, dina.
Olá!
ResponderEliminarGosto da ironia salpicada aqui e ali neste texto, que me é muito familiar e principalmente agrada-me a forma como as ideias estão articuladas.
No entanto, e agora falando de um pequeno pormenor, não sei até que ponto o celibato dos sacerdotes está relacionado com a pedofilia. A pedofilia é um comportamento totalmente doentio, que se prende com problemas mais profundos do foro psicológico. De certa forma referes isso no teu texto " não me parece que a embalagem da abolição do celibato venha com os princípios morais como brinde".
Continua. 5 estrelas. E eu cheia de orgulho :)