domingo, 6 de junho de 2010

Há gente que devia ir mais vezes ao oftalmologista

Um homem matou a mulher porque a confundiu com uma onça. É de loucos, mas é verdade.

Segundo a notícia em que esta história vinha retratada, o casal andava a pescar numa zona de mata fechada. Aqui neste ponto da história não sei bem o que se passa…Talvez o casal não soubesse que a pesca é usualmente praticada numa zona onde há água, água essa que serve de habitat para os peixes que eventualmente se irão pescar. Ah, e os peixes são capturados com umas canas, que sugestivamente são chamadas “canas de pesca”.

Mas vamos dar o benefício da dúvida ao nosso inexperiente casal e pensar que a zona de mata fechada onde eles levavam a cabo as suas actividades piscatórias dispunha realmente de um curso de água. O problema desta explicação é o seguinte: não cobre o facto de se levar uma arma de fogo quando se quer pescar.

Talvez seja uma nova técnica, enfim, já que a pesca não é a actividade mais fascinante do mundo em termos de acção, alvejar os peixes enquanto eles saltam da água talvez faça com que os mais pequenos estejam dispostos a acompanhar os pais quando forem pescar. Neste caso é melhor não, não fosse o pai confundir o filho com um leopardo.

Seja como for, a explicação que se apresenta mais simples para justificar este cenário de pesca praticada em mata fechada e com armas de fogo é realmente um lapso do autor da notícia, que provavelmente estaria a pensar se tinha mudado a água do aquário dos seus peixes quando queria escrever “caça”. Ainda assim é uma questão misteriosa.

Passando à frente, é realmente grave confundir a esposa com um animal selvagem. O homem alvejou-a duas vezes, e só se apercebeu que era ela quando já estava ferida.
Gostava ainda assim de saber como a mulher reagiria à explicação do homem: “Oh Maria, desculpa lá, confundi-te com uma onça!” – acho que a mulher é que o matava a seguir. E para quebrar o gelo, numa situação de tanta tensão, o homem ainda poderia acrescentar: “Se te confundisse com um elefante era pior! Não te zangues comigo!”. Realmente poderia ser pior.

O mais interessante é que o homem foi libertado após a detenção. Afinal de contas dizer que se confundiu a vítima de homicídio com um animal serve como desculpa. Para mim, só seria aceitável se fossem feitas análises ao homem e desse positivo para LSD.

Não estou a insinuar que de facto haja alguma premeditação por parte deste senhor no que fez, apenas receio que isto pegue moda e agora sirva de desculpa para outros cenários.

“Oh senhor agente, não foi por mal, pensei que ele era um cão raivoso aqui no meio da rua, e por mero acaso tinha aqui a minha arma, porque afinal de contas, homem prevenido vale por dois!”


Link:

http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentID=A9E1732F-93A3-4A63-9C41-535A4E44BF65&channelID=00000021-0000-0000-0000-000000000021

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